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Dialético

Que te importa que eu tropece, que bata os punhos na porta que exporta, que expurga ladainha negra, lodosa que te importa,que te importa se tuas classicas teorias claras na sua cabeça sem vida expliquem o que não me implica. Batem no meu peito protegido de loucura e se quebram na mais vã... e se quebram e não mais vão... Não aparece o que em mim perece parece... só que padece.

Catulo

Minha princesa de letras de densidade de sonho holograma de ideias Minha dama de bruma pairando sobre minhas fantasias com seus olhos de lua acaricia as ilusões minhas Sua carne sinto quando me toco você geme sobre minha voz e escorre os limites do meu foco o universo explode desfazendo nós. Me enrosco em mim sabendo que te abraço e durmo um sono embaçado enquanto você me envolve com palavras de ocaso.

Escrevo?

Escrevo? Duvido. Arranho as costas da alma tiro sangue a unha beijo as feridas abertas e deixo as marcas de sangue no papel. Escrevo? Duvido. Não consigo esconder a vida que pula nas minhas enxaquecas e me faz tremer de prazer no negro, no ócio, no nada. Escrevo. Duvido? Meu mundo é quadrado, branco e pequeno meu infinito de combinações no meu .

Mal-parecer da civilização

Seu sorriso ácido no fundo da minha garganta minha resignação tácita minha cabeça que não levanta Formosura sem forma pedestal de ossatura humana Ainda assim todo mundo ama Mia querida (,) amiga Ana

Amava-a. Amava-a desesperadamente...

Amava-a. Amava-a desesperadamente, e bebia suas palavras em goles entrecortados de quem está gemendo de prazer. Amava-a, e minha cabeça era um templo de memórias não-visitadas... fazíamos amor nos lugares das idéias improváveis entre lógicas impublicáveis e gozávamos tristezas infinitas... e eu deitava a cabeça entre seus seios enquanto ela acariciava minha alma com seus dedos doces... e voltavamos a conversar pelo silêncio de olhos marejados de melancolia... e éramos duas...e éramos dois... Nunca a vi...

Des...abafo

Que Clarice me embale num berço de imagens claras e Bandeira me distraia com a musica presa no novelozinho para cá, para lá... Que Drummond me presenteie com o elefante E Graciliano encha de poeira o meu chão vazio. porque hoje não sou nada hoje não sou nada hoje não sou nada pra sempre amanhã terei morrido... (Então há esperança?)

Aéreo porto

No primeiro dia ela era só a garota com um livro na mão no aeroporto, por quem passei correndo a fim de gastar menos possível da moeda do meu tempo. No segundo dia ela levantava aqueles grandes olhos azuis, me sorria, e eu quase morria afogado. No terceiro dia ela acenava pra mim, o cabelo longo bagunçado pelo vento. Eu ia até ela que me beijava longamente e começava a me contar uma série de histórias ocorridas durante minha ausência. Me pegava pela mão e todas as minhas moedas caíam e se espalhavam silenciosamente aeroporto afora. No quarto dia ela estava em um canto, o cabelo curto lhe caindo sobre os olhos negros atentos no livro. Eu chegava perto, ela sorria, me abraçava, sem dizer uma palavra, e a vida era só um quadro em combustão... No quinto dia mudaram minha rota