aludido

[Verdadeiro autor] Einstein prova a existência de Deus a um professor?

15:36



Outro texto bastante comum que ronda as redes sociais é este aqui, atribuído a Einstein:


Deus Existe?Este artigo se refere à um suposto debate entre Albert Einstein e um professor de uma Universidade de Berlim, onde Einstein nem foi aluno, mas sim professor por volta de 1914.Ao ler esse artigo (na verdade o que o editor do site www.evoluindo.org viu foi um filme no YouTube), ele achou o vídeo bastante interessante, mesmo não acreditando que tal idéia (bastante inocente, por sinal) houvesse partido de um físico tão importante para a humanidade como foi e ainda é Albert Einstein, porém, também não se pode esquecer que o grande cientísta era também um humanista judeu e acreditava sim em Deus.Editando novamente o texto, quero reafirmar que não conhecemos o verdadeiro autor do mesmo (já ficou claro, isso) e que nos disponibilizamos a dar os créditos à quem comprovar sua autoria. Não desejamos, em momento algum nos promover, mas sim trazer novamente à tona a imagem do Deus do Bem e do Amor, independente de religião ou crença.Agora prepare-se para saber de alguns fatos que ocorreram por volta do início do século 20
AlemanhaInicio do século 20, durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”Um aluno respondeu valentemente:“Sim, Ele criou.”“Deus criou tudo?”Perguntou novamente o professor.“Sim senhor”, respondeu o jovem.O professor respondeu,“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.Outro estudante levantou a mão e disse:“Posso fazer uma pergunta, professor?”“Lógico.” Foi a resposta do professor.O jovem ficou de pé e perguntou:“Professor, o frio existe?”“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”O rapaz respondeu:“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”“E, existe a escuridão?”Continuou o estudante.O professor respondeu: “Existe.”O estudante respondeu:“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.A luz pode-se estudar, a escuridão não!Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.A escuridão não!Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”Finalmente, o jovem perguntou ao professor:“Senhor, o mal existe?”O professor respondeu:“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”E o estudante respondeu:“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.Deus não criou o mal.Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?E ele respondeu: “ALBERT EINSTEIN.”

Segundo o site e-farsas, essa atribuição é FALSA! Pronto. 
O versão mais antiga que se tem conhecimento a respeito dessa história está presente neste site (em inglês) e o texto, chamado "O professor ateu vs o estudante cristão", é atribuído a um autor desconhecido. 

A grande questão é que, segundo as pesquisas feitas pelo e-farsas, Einstein não se afirmava nem cristão e nem ateu — ou seja, se autodenominava agnóstico. Ele não acreditava em um Deus que pudesse ser associado a um ser, para ele a bíblia era demasiado infantil e ele achava ridículo que os judeus pudessem ser "o povo escolhido". E isso está escrito por ele em uma carta enviada para seu amigo, o filósofo Eric Gutkind. A imagem da carta está também no site mencionado, mas coloco aqui a citação que mais importa:

Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isso[…]. Se há algo em mim que pode ser chamado de religioso então é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo tanto quanto a nossa ciência pode revelar”.

Vale a pena dar uma conferida no e-farsas para se aprofundar no assunto. Não deixe de passar lá, não.

Por ora, apenas não passaremos mais adiante esse tipo de texto xD. 

relatado

Hermenêutica onírica

00:56

Eu sabia que era errado e que não devia estar ali. Lembranças de uma outra vida ardiam nas minhas saudades, atesouradas naquele instrumento atropelado pelo correr das máquinas... Eu sabia que era errado, mas tudo fez sentido quando ela abriu a porta do quarto e fechou-a atrás de si, atravessando com mais ânsia que cuidado uma passagem ao proibido. Se eu fazia parte de um seleto grupo sobre o qual não sabia nada, era por ela. E sequer a conhecia.

Não hesitei, todavia, em me lançar a seus braços. Tanto tempo havia se perdido... Eu continuava a mesma menina, atordoada com as inconsistências, com as inconsciências dos sentidos... e nela algumas rugas sobressaltavam aos óculos de leitura, rios entrecortados de águas escuras.  

Nesse primeiro contato talvez ela fosse mãe, talvez o afago protetor me dissesse que tudo ia se acertar. Mas outro algo me refletia seus lábios molhados de vida que me convidavam a ir mais além das minhas dúvidas; lábios aos quais colei os meus com mais respeito do que ânsia, porque aquele encontro era muito mais do que o que era.

E quando ela teve de ir-se, eu só podia implorar que retornasse. Logo...


(No início me parecia instinto de sobrevivência, mas ainda lutaria por ela acima de mim mesma.)

cantado

Asas de cera

15:36

Acordei com ganas de passado
mal-passado sangrando
por baixo das feridas
transpassadas pelas linhas
de seguir em frente
de o melhor está por vir
de não tenho escolha

Acordei com ganas
esganadas
desenganadas
atrás daquela porta
onde me disse proibido
depois de me sussurrar o infinito
como pensei que merecia.

cantado

Para os que ficam

15:19

Seguimos pegadas deixadas sobre o concreto. Seguimos, seguimos...
Que pegadas
imaginadas,
doídas...
Com fé que engolimos com força
porque é o único que nos resta.

Seguimos a marca que esfria
que desenha os párpados cansados.

Marca da esperança que açoita

seguimos as marcas que marcam que marcas?

cantado

Clube da lua

01:05

Os pequenos espaços denunciam as grandes
distâncias...

No meu clube da lua
permitido infinito 3x4
não há espaço pra você
ou qualquer outro
que pese mais
que uma ideia.