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Despertador

O vazio que vibra na minha garganta sorrindo as corrosões da ausência faz a minha cama grande como a segunda ensolarada que sem epica ou romantismo enche meu dia com milhões de tarefas sem nenhum lirismo.

Via

En esa esquina de siete habias rascando rapido la raya de mis heridas con el esfero en la mano con mitad de la tinta yo casi dudo que nace una rosa en la via yo casi dudo que escucho sus anuncios yo casi tengo los oidos parnasianos surdos. Yo casi creo en Paulo Coelho y en sus hijos paridos de oficinas y números yo casi creo en caramelos de hielo empacados coloridos en papel de futuro. Por la puta madre suerte el esfero está medio lleno y no medio vacio.

Manuscrito

Que chova filosofias torrenciais no meu telhado infiltre em gotas ácidas pelas paredes caia sobre os livros freudianos em cima da mesa que me olham atentamente no divã; Que palavras se alinhem misticas como os astros emerjam energicas em quimeras de conhecimento que envolvam vorazmente todos os momentos em que meus olhos figuram sua figura. A lágrima cristalina é um mar de sentimentos findaveis inexplicáveis adentrando as rugas ocultas construindo ponte abstrata, torta e rubra como uma epifania que se alumbra. Porque vejo que a arte é borboletas dando voos razantes sobre sua pele em arrepios constantes deslizando freneticamente, dilatando as pupilas, tranformando os dedos em rios ainda que... vejo mais nítido o infinito como a união de dois vazios... (Isso é mto antigo - saudade dos versos longos XD)

Cassada

No mato caçava conflito sem dó - nem ré.
Ah, Penelope, no fim da tarde beijo seus dedos machucados e afasto o sangue com minhas lágrimas. Ainda assim não te questiono porque não entendo de arte abstrata.

Epitáfio

Epitafio: No fim, duas linhas. Se tivesse conhecido alguém mais culto, talvez teria sido três.

No ápice do controle da vida:

No ápice do controle da vida: um tiro no ouvido.