Manuscrito

01:57

Que chova filosofias torrenciais no meu telhado
infiltre em gotas ácidas pelas paredes
caia sobre os livros freudianos em cima da mesa
que me olham atentamente no divã;

Que palavras se alinhem misticas como os astros
emerjam energicas em quimeras de conhecimento
que envolvam vorazmente todos os momentos
em que meus olhos figuram sua figura.

A lágrima cristalina é um mar de sentimentos findaveis
inexplicáveis adentrando as rugas ocultas
construindo ponte abstrata, torta e rubra
como uma epifania que se alumbra.

Porque vejo que a arte é borboletas dando voos razantes sobre sua pele
em arrepios constantes deslizando freneticamente,
dilatando as pupilas, tranformando os dedos em rios ainda que...
vejo mais nítido o infinito como a união de dois vazios...

(Isso é mto antigo - saudade dos versos longos XD)

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