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Manuscrito

Que chova filosofias torrenciais no meu telhado infiltre em gotas ácidas pelas paredes caia sobre os livros freudianos em cima da mesa que me olham atentamente no divã; Que palavras se alinhem misticas como os astros emerjam energicas em quimeras de conhecimento que envolvam vorazmente todos os momentos em que meus olhos figuram sua figura. A lágrima cristalina é um mar de sentimentos findaveis inexplicáveis adentrando as rugas ocultas construindo ponte abstrata, torta e rubra como uma epifania que se alumbra. Porque vejo que a arte é borboletas dando voos razantes sobre sua pele em arrepios constantes deslizando freneticamente, dilatando as pupilas, tranformando os dedos em rios ainda que... vejo mais nítido o infinito como a união de dois vazios... (Isso é mto antigo - saudade dos versos longos XD)

Cassada

No mato caçava conflito sem dó - nem ré.
Ah, Penelope, no fim da tarde beijo seus dedos machucados e afasto o sangue com minhas lágrimas. Ainda assim não te questiono porque não entendo de arte abstrata.

Epitáfio

Epitafio: No fim, duas linhas. Se tivesse conhecido alguém mais culto, talvez teria sido três.

No ápice do controle da vida:

No ápice do controle da vida: um tiro no ouvido.

Futuro

As moedas que levo ponho-as em beijo nos olhos de Caronte que conduz meu corpo em barca em direção às brumas através das brumas espelho do nada...

Rodapé

Tenho paixões momentâneas por idéias proibidas que como escondidas de Deus nascem de um gozo infinito cortadas logo em seguida pela raiz inexistente da re a li da de.