7 de novembro de 2008

Evocações

Um tapete de possibilidades estendido sobre manhãs consecutivas de vogais abertas. Cheiro de algodão das vozes de minha mãe e de meu pai. Gosto de café. Gritos finos compridos com cores de bala da sorte. Noite de lua nua povoada de amigos verdadeiros inventados. O mundo, Ying yang de tons contentes... Para a vida: eu. Para a morte: Deus. E o céu e a eternidade, certezas de músculos e sangue feitas pelo sol que me batia direto nos olhos.

Eu era feliz e nada estava morto.

4 comentários:

Narradora disse...

Com gosto de lembrança, uma saudade boa...
Bjs

Luna S. disse...

Sua força e vigor são algo pouco ou quase nunca visto em autoras. Além do seu cientificismo com as palavras, que já havia comentado antes. Te ler é realizador. A coragem de um Augusto dos Anjos, uma certa fúria nitzscheana. E com requintes... Um café com você na Confeitaria Francesa, Q.G. de onde já escrevi alguns textos, que seria? Hahaha, bjos...

Caito disse...

Sorte!

Germano Xavier disse...

Saudações, meu caro.
Chego aqui através do blog da Narradora.

Gostei de seus pitacos.

Abraço forte.
Continuemos...

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