3 de março de 2013

Ciência ficção

Será apenas um jogo. 

O letreiro em bytes mordiam nossos olhos em néon. Novos começos, novos mundos, a tela em branco.

Será apenas um jogo. 

Casas de dados que se erguem pessoas prontas que nascem deixando-se aos montes do túmulo do presente porque o hoje é o amanhã e chegamos ao borde do pós-abismo. 

 É apenas um jogo. 

As animas sugadas por cabos de energias ligados a um computador maior que nós agora em comunhão com o deus ex Deus que sorri eletricidades ostentando seus dentes regulares de equações quânticas. 

 É apenas um jogo. 

O verbo que se fez carne se desintegrou em código e se fez imagem da carne tornando as distâncias maiores ainda. 

 Seria apenas um jogo. 

Se a guerra real pelos territórios imaginados não tivesse vindo se o poder não fosse reclamado à moeda se a loteria da babilônia não nos tivesse asfixiado em suas combinações impensáveis e por isso abomináveis. 

 Era apenas um jogo. 

Mas em algum momento impossível nos perdemos na simulação do real e no real da simulação nos perdemos no outro e naquilo que nunca seremos. Sorrimos de volta ao deus de neon e por isso mesmo fomos engolidos por ele e as perguntas fundamentais nunca mudam nunca.

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