1 de julho de 2012

Ben

As mãos que tecem o vestido do destino
habilidosas costuram os tempos e os caminhos
entre as fendas sem números
e os acasos oblíquos.

As mesmas mãos que bordam
as combinações mais sinuosas
criam retratos abstratos
e também é arte.

 As mesmas mãos que ferem
cortando o papel em palavras incertas
é aquela que atravessa
as linhas mais importantes.

 E as mãos que se juntam
em oração fundem
o passado e o presente
derretendo as distâncias
sem pesar dos espaços.

Um comentário:

Davi Machado disse...

Bonito teu poema. Você fala de mãos. Coincidência. As mãos são duas das mais poéticas partes do corpo, isso a meu ver...

fica o elogio ao talento!

abraços.

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