Ben

As mãos que tecem o vestido do destino
habilidosas costuram os tempos e os caminhos
entre as fendas sem números
e os acasos oblíquos.

As mesmas mãos que bordam
as combinações mais sinuosas
criam retratos abstratos
e também é arte.

 As mesmas mãos que ferem
cortando o papel em palavras incertas
é aquela que atravessa
as linhas mais importantes.

 E as mãos que se juntam
em oração fundem
o passado e o presente
derretendo as distâncias
sem pesar dos espaços.

Comentários

Davi Machado disse…
Bonito teu poema. Você fala de mãos. Coincidência. As mãos são duas das mais poéticas partes do corpo, isso a meu ver...

fica o elogio ao talento!

abraços.

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