Acidente


Ah, menino,
por entre as sombras e os sonhos
o feixe de luz oscilante
por entre as fendas camaleonicas
o sorriso desenhado
a face que te beija o rosto
o deus que te sorri em criança.

Para explosão em vermelho vivo
do transborde dos rios azuis
o mesmo deus que alimenta
é o deus abissal
devorador de futuros e esperanças.

Abra os olhos nas entranhas do animal,
meu pequeno,
e descubra o caminho de volta.
Os mesmos braços doídos
continuam estendidos
os feixes trepidantes
mesmo vacilantes
continuarão brilhando
pra te orientar o caminho.

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