10 de dezembro de 2010

Cidade de Deus

E onde estão as palavras para costurar
os membros dilacerados do menino
nos assistindo por cima da estante
coberto de dúvidas e de sombras
de brevidade...


A rosa apodrece partida
o silêncio se faz soberano
engolido de má vontade,
desigual e sem água
o silêncio impermeável
concreto-de-asfalto-obstrução-de-infinitos.

6 comentários:

cesar disse...

Vim retribuir a visita..e fiquei impressionado..parabéns..gostei muito do final

Vitor disse...

a primeira estrofe me lembrou o Toy Story 2, em que o brinqueto fica com o braço quebrado.

Marco de Moraes disse...

Gostei do deste post e do seu blog!

Realmente silêncios impermeáveis precisam de um tanto de água.

Abraços

Visite:
http://palavrasproferidas.blogspot.com/2010/11/rejeicao-de-plumas.html

Talles Azigon disse...

concreto de asfalto obstrução de infinitos

menina que inspiração poética deliciosa

você é uma poeta exímia, sensível

te seguindo

kelen disse...

passeando cai aqui, adorei
convido-te para um cha no meu
abraços poéticos

Fiuza disse...

Fiquei encantado com os versos...

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