Ruínas

00:13

Ruído delgado de chumbo
roído de vento que espraia...
Ah, não, meu Deus, são sonhos!,
moídos, moídos e mais nada.

E os dedos denunciadores escondidos
Por detrás de enunciados escorregadios.
cortinas ilusórias e vadias
pano lodoso refletindo inútil um dia...

Ah, possibilidade latente da metafísica
Deus com o meu vestido franjado de infinito
Deus com minha coroa de estrelas inequívocas
Caminho de rosas vermelhas... e frias.

Enquanto em música desesperada, essa chuva de horas
cai torrencialmente no meu telhado!
Então caia, caia até que não haja mais nada pra cair
Até que não haja sol pra sair , até que saia a cor do céu... até que... até...

Porque a cruz é grande
Ainda que a sombra seja pequena pequena...
Arre, só me deixa em paz com meus tormentos amadores
paredes companhias da minha casa dissabores .

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