Sinfonia do frio

17:04

Escuto a sinfonia macabra do frio
uivando no meu ouvido
de tão aguda partiu o porta-retrato vazio
vidros estilhaçados no tapete encardido.

Meus dedos rangem com a caneta na mão
reluzem neles o brilho da lua
tocam nos cacos, todos meu chão
um dia perfeito de bruma escura.

E a realidade é meu pesadelo noturno
minha perspectiva disforme
meu aspecto soturno.

Onde meu cacos de vidro são só cacos
de tamanhos conformes
que refletem apenas quadros opacos.

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