17 de agosto de 2008

Sinfonia do frio

Escuto a sinfonia macabra do frio
uivando no meu ouvido
de tão aguda partiu o porta-retrato vazio
vidros estilhaçados no tapete encardido.

Meus dedos rangem com a caneta na mão
reluzem neles o brilho da lua
tocam nos cacos, todos meu chão
um dia perfeito de bruma escura.

E a realidade é meu pesadelo noturno
minha perspectiva disforme
meu aspecto soturno.

Onde meu cacos de vidro são só cacos
de tamanhos conformes
que refletem apenas quadros opacos.

3 comentários:

Narradora disse...

"E a realidade é meu pesadelo noturno
minha perspectiva disforme
meu aspecto soturno."

Gostei.
Meio romantismo mal-do-século,parece que andou falando com Lord Byron.
Bjs

Yvinin disse...

Seu jeito de escrever me duplica, moça.
Ora fico inquieta, ora fico comovida.

Dá gosto ler você.

Sei lá, entende?

Beijo na testa. ^^

Cecília Borges disse...

bons versos, taty!
beijo!

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