31 de julho de 2008

Circulado

Fumava um cigarro de possibilidades enquanto caminhava nervosamente desenhando o infinito no chão do quarto. Esperava... enquanto via na fumaça delgada espectros do que eu pensava que sonhava... Foi quando te vi,por um acaso minuciosamente arquitetado, passar lentamente pela fresta da porta que eu havia riscado, e me vi acenando rapidamente com um brilho nos olhos que nunca havia planejado. Corri e corri... Se eu te alcancei, não sei. As paredes são as mesmas, o quarto é o mesmo, o desenho cada vez mais profundo... Todavia descobri que realmente odeio fumar...

Nenhum comentário:

.